Dhamaze Lima
Bio

Damaze Lima é artista visual, designer gráfica, gestora e produtora cultural radicada em São Paulo. É pesquisadora de artes sacra com foco em matrizes africanas e afrobrasileiras e cofundadora da iniciativa Filhas do Caçador, que visa promover a arte urbana periférica e de povos tradicionais. Pós-graduanda em Gestão Cultural e Economia Criativa pela PUC-Rio, é graduada em Artes Visuais (FMU), Design Gráfico (Anhanguera) e possui licenciatura em Educação Infantil. É fundadora da Abayá Produtora, iniciativa pela qual idealizou e realiza o Ìpàdé Àsá – Festival de Cultura de Terreiro, voltado à celebração e difusão do patrimônio imaterial afro-brasileiro.
TRAJETÓRIA
Dhamaze nasceu na cidade de Petrolina-PE em 03 de janeiro de 1986 e cresceu em Lagoa Grande, “na roça” como costuma dizer. Durante a juventude, estudava e trabalhava como agricultora familiar, motivo pelo qual desenvolveu uma forte relação com a terra e suas simbologias. Fez Licenciatura em Paulistana, Piauí, capacitando-se para o lecionar no ensino infantil. Em abril de 2004, aos 18 anos, mudou-se para a cidade de São Paulo, momento em que conheceu e se integrou na pulsante cena cultural dos bairros periféricos da zona sul, como Grajaú, Capão Redondo e Campo Limpo, participando e organizando saraus de poesia periférica e iniciado seu ativismo político como artista e agente cultural. Tem poemas publicados na antologia Negrafias – Volume 3 – Literatura e Identidade (Editora Ciclo Contínuo).
Em São Paulo, trabalhou como Arte Educadora no Instituto Anchieta, localizado no bairro do Grajaú, cujo então projeto pedagógico se baseava na Pedagogia Waldorf, abordagem que procura integrar de maneira holística o desenvolvimento físico, espiritual, intelectual e artístico dos alunos. Durante os 7 anos no Instituto, Damaze desenvolveu projetos pedagógicos a partir da arte e do meio ambiente.
Em 2012, passou a integrar a equipe parlamentar do mandato da artista e deputada estadual Leci Brandão, oportunidade para desenvolver um trabalho de agrupamento, elaboração e realização de ações de políticas públicas para a cultura e povos tradicionais de terreiro. Damaze contribuiu, entre outras ações, na elaboração do 9º tributo ao rapper Sabotage que aconteceu em 2013, na comunidade de Heliópolis, e em inúmeros atos e publicações relativas à cultura dos terreiros.
Em julho de 2021, formou-se em Artes Visuais pelas Faculdades Metropolitanas Unidas – FMU, sendo aprovada com louvor por sua mostra virtual e o artigo “OṢOSI – O AṢE, AS ARMAS E AS PLASTICIDADES DO DEUS CAÇADOR”, um estudo sobre os símbolos, as armas, as cores, as finalidades e representações dessa divindade. Filha de Òsósi, Damaze é Ebomy e completou 15 anos de Asé em 2026. A partir deste estudo, também criou sua primeira coleção, o Asé dos Orixás, disponível em www.fclevearte.com.br.
Desenvolveu a identidade visual e co-produziu o primeiro projeto musical da iniciativa Filhas do Caçador, o “EP Biel Em Casa”. É vencedora do Prêmio Especial NERA do VI Festival Audiovisual FIAM-FAAM, promovido pelo FMU | FIAM FAAM Centro Universitário, de 11 de dezembro de 2020, com o curta “A Dança nos Terreiros de Matriz Africana”, de roteiro, captação e edição próprias. Uma de suas obras compõe a EXPOSIÇÃO VIRTUAL SANKOFARTE, que traz a série "ORIxás" de desenhos gráficos digitais. É ilustradora do e-book "Águas de Oxalá - Breve história de um cortejo contra a intolerância religiosa", da editora Ciclo Contínuo. Como pesquisadora do Asé e das plasticidades afrobrasileiras, assinou a curadoria e expografia da exposição “Leci 80 Anos – É Coisa de Orixá” (2024).
